Entrevistas

Entrevista com o Delegado de Polícia Civil de Abre Campo, Dr. Fábio Freitas de Souza

Dr. Fábio, como surgiu o seu interesse pela carreira policial e qual foi o caminho percorrido até assumir a Delegacia de Abre Campo?

O meu interesse pela carreira policial surgiu ainda muito novo. Mesmo trabalhando na iniciativa privada como gerente comercial, eu já tinha o sonho de ser policial, trabalhar com investigação, algo que sempre me seduziu muito. Eu achava que, dentro da polícia, eu poderia contribuir com a sociedade com excelência. Eu acho que eu sempre pensei que essa era a minha função. Nunca tive dúvida, mesmo fazendo outra atividade. Talvez pelo próprio fato do meu pai ter sido policial militar no Rio de Janeiro, foi quando eu decidi fazer o concurso para soldado da polícia militar no Rio de Janeiro e passei na primeira oportunidade. Onde eu me realizei muito, fiz trabalhos que eu considero excelentes, aprendi muito sobre polícia. Eu era de um batalhão, eu fui de um batalhão, meu primeiro batalhão foi batalhão escola, já era numa região conflagrada do Rio de Janeiro, com policiais excepcionais que lá atuavam, eu aprendi muito sobre polícia com aqueles verdadeiros heróis profissionais que muitos deles perderam suas vidas em confronto contra o crime organizado. Lá no Rio de Janeiro também eu fui cabo da Polícia Militar, fiz concurso interno para cabo, depois também fiz o concurso interno para sargento. Acho uma função excepcional. A Polícia Militar presta um serviço no Brasil de suma importância, mas ainda no meu âmago, no meu coração, havia vontade de investigar, de trabalhar com a investigação, de me especializar na investigação, de produzir esses elementos de informação que durante o processo se transformam nas provas, com o contraditório e com a ampla defesa se transformam nas provas. Eu queria me debruçar sobre os crimes em que se desconhecia a autoria, se poucas provas, poucos elementos para se achar o autor. Então, depois de sete anos na Polícia Militar do Rio de Janeiro, eu consegui ser aprovado no cargo de investigador da Polícia Civil do Rio de Janeiro, onde eu fui investigador de terceira classe, segunda classe, de primeira classe. Tive a oportunidade de trabalhar também com policiais espetaculares, policiais que conheciam muito sobre investigação e operações. Aprendi também sobre grandes operações, como formular essas operações, como a gente estudar o ambiente de confronto, como a gente obter os elementos de investigação que são extremamente necessários e de todos os perfis de crime, porque o que precisa se valorizar ao agente policial no Brasil é que ele acaba tendo que conhecer sobre muitos assuntos. Essa é uma das grandes dificuldades, porque num dia você está fazendo uma investigação sobre violência doméstica, no outro você está no crime cibernético, no outro dia é um homicídio, com características completamente diferentes, linhas investigatórias completamente diferentes. E aí eu tive essa oportunidade de entrar nessa escola de polícia de investigação, que é a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, onde fiquei durante muitos anos. E quando finalmente fui aprovado no concurso de Delegado de Minas Gerais, eu estava lotado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que é uma grande casa, uma grande escola de grandes policiais, e vim para Minas Gerais, vim para a terra da minha mãe, minha mãe é mineira de São João Del Rey, vim para a terra da minha mãe e tenho o prazer de viver no estado de Minas Gerais, onde há esse povo excepcional, e o prazer se potencializou. Eu cheguei a trabalhar na delegacia Barreiros, em Belo Horizonte, e vim para a Comarca de Abre Campo. Onde se potencializou esse meu carinho por Minas Gerais, onde eu fui extremamente bem recebido ao assumir aqui a delegacia onde sou lotado de Abre Campo, porque na verdade eu sou lotado na delegacia de Abre Campo, eu respondo pelos outros cinco municípios da comarca, mas a minha lotação é aqui em Abre Campo. E tive esse prazer de conhecer o povo abre-campense e de toda a região, de Matipó, Sericita, Pedra Bonita, Santa Margarida, Caputira. E assim, ter oportunidade de contribuir com o nosso trabalho, todos os dias acordando para trabalhar muito. Nossas equipes são excelentes, a gente sabe que tem as dificuldades, as limitações, mas são equipes excelentes. E hoje estou aqui em Abre Campo e sempre comunicando à sociedade civil, às instituições, às autoridades, às pessoas de uma maneira geral que a porta do meu gabinete está aberta, que as portas da delegacia estão abertas. O nosso objetivo é atender a sociedade.

Quais são os principais tipos de ocorrências registradas no município de Abre Campo atualmente?

Os principais tipos de ocorrência registrados no município de Abre Campo hoje, eu posso iniciar falando dos crimes com violência doméstica. Crimes como lesão, ameaça, injúria, diflamação, todos com tutela da Lei Maria da Penha para as vítimas, têm sido muito recorrentes no nosso município. Também nos traz aqui em grande quantidade os números são bem expressivos o estelionato virtual. O que antes preponderava os crimes patrimoniais como furto e roubo, hoje nós temos números casos de estelionato virtual das mais diversas formas de fraude. Ainda temos muito na nossa região furto, roubo, citado, e também o tráfico de drogas.

Entre esses registros, há crimes que o senhor considera mais preocupantes ou que chamam mais a atenção da população?

Os crimes que me preocupam muito são os crimes com violência doméstica, que eu também acabei esquecendo de citar anteriormente, os crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes. Nós sabemos que hoje nós vivemos no Brasil, não é um problema da nossa comarca, só da nossa região, nós vivemos no Brasil a chaga da violência doméstica. Os números são impressionantes. Há uma reincidência muito grande e devastam-se famílias com esses crimes. Muitas das vezes se analisa a violência doméstica só sob a perspectiva da mulher vítima, que é muito grave, mas ele ainda se potencializa porque toda a família acaba sendo afetada de alguma forma com esse crime. Em especial, os filhos do casal onde costuma acontecer o ambiente de violência e essa violência ela não se restringe à violência física, a violência psicológica que a mulher passa no Brasil é muito grande. Nós temos vários estudos sobre isso e acredita-se ainda que no Brasil nós temos uma sociedade extremamente machista em que a mulher ainda é tratada como objeto e o crime na verdade ele acaba sendo uma decorrência disso então é preciso um trabalho não só policial. Nós temos inúmeras prisões, inquéritos relatados, condenações criminais na nossa região desses crimes, mas é preciso e demanda um trabalho educativo muito importante. Eu sempre me coloco à disposição de escolas, de instituições, dentro do tempo que a gente tem disponível, que a gente consiga obter no dia a dia, no cotidiano, para a gente poder auxiliar com informação. Essa é uma batalha que é muito educativa. Nós precisamos tirar essa chaga, essa verdadeira tragédia de violência doméstica da nossa região. Os números no Brasil impressionam. A cada seis horas, uma mulher é morta. A cada seis horas, nós temos um feminicídio no Brasil. E a cada dois minutos, uma mulher sofre violência doméstica no Brasil e a nossa região infelizmente tem esses números muito expressivos. Também tem me trazido muita preocupação, conforme eu disse, o estelionato virtual, essas inúmeras formas de fraude e que as pessoas acabam sendo submetidas via internet, via redes sociais e que ainda os nossos mecanismos de apuração ainda são muito frágeis, efetivo pequeno. Falta um conhecimento mais aprofundado de alguns agentes sobre os crimes cibernéticos, sobre os crimes por meio de redes sociais. O tempo de resposta ainda não é o ideal e os números estão muito, mas muito acentuados. Também não é um problema da região de Abre Campo, é um problema no Brasil. É um método que está sendo utilizado de obtenção fraudulenta do dinheiro alheio com um grau de sofisticação e conhecimento tecnológico bem acentuado. E também, eu diria, como um fator muito preocupante, e mais um crime que não é um problema local, mas um problema nacional, que é o tráfico de drogas. Nós temos, na nossa região, nós combatemos diariamente o tráfico de drogas, são inúmeros inquéritos instaurados e relatados sobre tráfico de drogas, inúmeras pessoas presas e condenadas em razão do tráfico de drogas. É feito um grande trabalho aqui, mas ainda há muita venda, ainda há muita oferta. Esse é mais um dos crimes que nos preocupam na região.

Dr. Fábio, de que forma a população de Abre Campo pode contribuir para auxiliar a polícia na prevenção e combate à criminalidade?

A população pode contribuir de várias formas com a polícia, na prevenção e no combate à criminalidade. Eu sempre, desde que cheguei aqui, sempre conclamo a sociedade civil, a vir à delegacia, a conhecer o trabalho. Não pode haver um distanciamento entre as polícias e a sociedade. Nós somos, por essência, servidores públicos. A nossa missão é servir a sociedade onde estamos inseridos. Nosso objetivo é contribuir para a paz social de toda a comunidade e com isso nós precisamos não só do ponto de vista de informações, mas contribuições de ideias, com contribuições de melhorias. A delegacia de fato tem algumas carências que são bem graves até, mas a primeira coisa é preciso que a população confie na sua polícia. E nós temos trabalhado firme nisso. As respostas têm sido dadas, os trabalhos têm sido recorrentes. Nossa equipe trabalha de forma incansável, muitas das vezes na madrugada, acordando na madrugada, e outras indo para casa na madrugada depois de um dia inteiro. Ao término nós não temos um horário fixo, nós temos um horário de funcionamento normal, mas muitas das vezes a gente invade a madrugada, ou acorda muito na madrugada para ir fazer operação, para ir fazer prisão, para fazer mandado de busca e apreensão, ou a gente acaba indo até tarde, o trabalho se estendendo. Por quê? Nós buscamos essa confiança da população e deixamos aqui as portas abertas e eu quero comunicar, a forma de contribuir melhor, vem para cá, traz para a gente a informação, você vai ter o sigilo absoluto sobre aquilo que você vai nos informar. Isso não tem nada de antiético, muito pelo contrário. A Constituição diz que a segurança pública é um dever nosso, de polícia, mas é uma responsabilidade de todos. Todos nós, enquanto sociedade, temos essa responsabilidade. Existem os canais também de denúncia, como por exemplo o 181, que você faz a sua denúncia de forma anônima, mas eu creio que aqui na nossa região você deve procurar a Polícia Civil, deve conversar conosco, passar sobre um caso, passar sobre o crime que está acontecendo, ou sobre um caso que já está sendo investigado, pedir, se você desejar, absoluto sigilo, absoluto anonimato, é possível você contribuir com a polícia. Mas também é possível você contribuir com a polícia com ideias, você pode contribuir com a polícia sob a perspectiva, enquanto, por exemplo, o empresário, de nos auxiliar com alguns componentes que são fundamentais para o nosso dia a dia aqui. E fica essa mensagem. A polícia é uma polícia da sociedade. Ela não é uma polícia… Nós não somos uma polícia de governo, ideológica, uma polícia politizada. Nós somos uma polícia de Estado. Independente de qualquer governo, de qualquer corrente ideológica, nós atendemos a sociedade à qual estamos inseridos. Não atendemos por escolha, pessoas, em razão de condição financeira ou qualquer tipo, outro tipo de discriminação. Nós temos que atender de forma igualitária a sociedade na qual nós estamos inseridos. E queremos essa sociedade conosco nessa grande missão que é de você reduzir os índices de criminalidade.

Recebemos a informação de que existe a possibilidade de construção de uma nova sede para a Delegacia de Abre Campo. O senhor confirma essa informação? Pode nos adiantar algo sobre esse projeto?

Quanto à construção de uma nova sede para a Delegacia de Abre Campo, é um grande desejo meu desde quando cheguei aqui. Eu acredito que nós precisamos de uma estrutura melhor para a gente possa atender melhor. Para melhor compreensão, eu vou dar o exemplo da cidade de Matipó. A delegacia de lá, por ser um pouco maior, por ter espaço, eu consegui fazer um projeto para a vara de execuções penais e a gente conseguiu instalar lá um núcleo especializado de atendimento à mulher. Um ambiente completamente humanizado, com uma perspectiva completamente diferente da delegacia tradicional, em que a mulher entra, fica num local completamente reservado, sendo atendida por outras mulheres, com atendimento permanente de uma psicóloga, tem um espaço, uma brinquedoteca para que se for com uma criança, a criança fique lá sem estar num ambiente de delegacia, num ambiente hostil para aquela criança, para não gerar nenhum trauma, nenhuma revitimização, não só para a criança, como para a própria mulher que já foi vítima de violência no seio do seu lar. Ela não pode procurar uma instituição e essa instituição não atendê-la da forma mais humanizada possível. O objetivo é esse acolhimento. Então, esse espaço a gente não tem, por exemplo, aqui em Abre Campo, então a gente precisa de um prédio novo, com espaço melhor. A minha vontade é criar também um núcleo especializado de atendimento ao idoso para que os casos que são também recorrentes na nossa região a gente possa tratar de forma específica, especializada, a gente possa trazer a proteção como a gente busca a rede de proteção e esse é um dos objetivos do núcleo também de atendimento à mulher em que a gente provoca os outros órgãos agirem para que essa proteção efetiva da mulher ocorra, assim como seria dos idosos e também as crianças e adolescentes vítimas. Então a gente precisa de um espaço melhor, não se objetiva o luxo, nada disso, mas um espaço que a gente possa, de fato, atender a população com a qualidade que se espera da sua Polícia Civil de Minas Gerais. E a gente tem uma promessa que parece que está se materializando agora do prefeito da cidade, que é um grande parceiro da Polícia Civil, que nos auxilia, nós temos servidores aqui no município de Abre Campo, que são servidores cedidos para a Polícia Civil. Os nossos insumos aqui são provenientes da prefeitura, o combustível das nossas viaturas aqui, quando a gente roda na região, também são fornecidos pela prefeitura em razão de um convênio com a Polícia Civil. E nós temos aí uma promessa de que vamos receber um terreno, breve, segundo o prefeito, para a construção de um novo prédio.

Também chegou ao nosso conhecimento que, em breve, o senhor deixará a titularidade da Polícia Civil em Abre Campo. Isso procede? Quais são os seus planos a curto prazo?

Quanto a possibilidade de que eu deixe a titularidade da Polícia Civil em Abre Campo, não é uma informação que procede. Muito pelo contrário, eu estou, conforme já até disse, extremamente bem adaptado na região. Estou muito feliz em estar atuando aqui. Quero reiterar isso. Hoje eu moro em Abre Campo e me sinto muito feliz de ser um morador e poder ajudar, contribuir com o meu trabalho aqui em Abre Campo. Essa informação de que eu estaria deixando a titularidade, ela se deve por alguns motivos, creio eu, deve ser por isso que essa pergunta foi formulada. O primeiro deles é porque eu fui aprovado no concurso de delegado da Polícia Civil da Paraíba, onde eu fiz, já cheguei até a iniciar a Academia de Polícia, só que posteriormente eu fui chamado, nomeado empossado em Minas Gerais, onde eu escolhi ficar, e fiz um trancamento de matrícula. É um concurso que ele já tem alguns anos, mas ele tem algumas fases, e vai começar, está para iniciar uma terceira turma, desse concurso na Paraíba, uma das turmas que eu fiz um trancamento judicial de matrícula, que eu poderia retornar, para começar até o final do ano, eu poderia retornar para esse curso de formação lá na Paraíba e para ser delegado lá. Só que essa não foi uma escolha minha, eu vou permanecer aqui e também eu recebi alguns convites para ir para Manhuaçu, e também para ir para Belo Horizonte. Convites que me deixaram muito feliz, porque no fundo eles são um reconhecimento do trabalho, mas eu declinei de ambos os convites, pois acho que a gente ainda tem um trabalho a ser realizado aqui. Não posso dar certeza absoluta que vou ficar, porque posso ser tirado, pode ser que não seja uma escolha minha. Mas a minha escolha foi ficar de fato na região, na Comarca de Abre Campo, no qual eu sou um grande fã de todas as cidades, não só de Abre Campo, como de Matipó, cidade que eu me sinto extremamente bem, Santa Margarida, Caputira, Pedra Bonita, Sericita. É um povo acolhedor e que me faz ter certeza de que a minha escolha é a mais correta, que é a de ficar aqui na região.

Agradecemos a entrevista, desejamos sucesso na sua trajetória e deixamos o espaço final aberto para alguma mensagem que queira direcionar à população de Abre Campo.

Na verdade sou eu que agradeço a oportunidade de ter esse importante canal de voz para que a gente possa expor nosso trabalho e explicar a necessidade do apoio da população. E a mensagem que eu quero deixar para a população de Abre Campo é que eles podem contar com a Polícia Civil de Minas Gerais. Nós trabalhamos diuturnamente para trazer tranquilidade, segurança e os nossos índices de elucidação de casos são altíssimos. São índices cujas médias são muito maiores do que do restante do estado e até do país. Nós, de fato, estamos chegando nos autores, estamos imputando a eles as suas responsabilidades criminais muitas são as condenações, a gente precisa parabenizar também o Ministério Público e o Poder Judiciário da comarca, que são extremamente atuantes, e com isso a gente vê a persecução penal acontecendo e trazendo uma paz social. Também reiterar que nós estamos aqui à disposição para atender o cidadão, nós estamos aqui a todo tempo para apoiar, para ouvir e tomar as medidas que se fazem necessárias. Confie na Polícia Civil de Minas Gerais. Nós estaremos sempre à disposição. E nossas equipes são equipes que, não obstante a todas as dificuldades, a todos os obstáculos que estão à nossa disposição, à nossa frente, se dedicam mesmo, são vocacionados e sabem que o grande objetivo é auxiliar ao povo abre-campense, que estamos aqui em Abre Campo agora, falando com o povo abre-campense, e temos certeza também que podemos contar com a população de Abre Campo, como temos visto recorrentemente, nos auxiliando no nosso dia a dia. Procurem a delegacia, denunciem. Eu quero também deixar um recado especial para as famílias, para as mulheres em especial. Acreditem no trabalho da polícia, não ouçamos os próprios agressores quando dizem que não adianta nada procurar a polícia, existe um percentual muito grande de presos aqui no presídio de Abre Campo que são provenientes de violência doméstica, procurem apoio e quebrem esse ciclo de violência. E se você perceber que a mulher está sob violência e ela não denuncia você que é um vizinho que é um familiar também pode denunciar para que nós possamos apurar não só a violência contra a mulher, quanto a crianças e adolescentes, os casos de abuso sexual que são muito recorrentes na nossa região. Procurem, querem falar diretamente comigo, eu me coloco à disposição. Nós temos aqui uma equipe também treinada. Não consegui ir à delegacia? Liga 181, relata o que está acontecendo. Conte com a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, contem com a Polícia Civil que está aqui em Abre Campo a seu dispor.

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