A Qualidade na Educação – Percepções e Reflexões

Continuando a nossa reflexão sobre este tema tão importante não apenas para a nossa sociedade como também para a participação lúcida e empenhada dos colegas docentes, nós, educadores, mesmo desmotivados pela desvalorização da classe pelos nossos governantes, temos a consciência da necessidade de enfrentar desafios para a responsabilidade que temos diante do futuro das novas gerações que passarão por nós.

Um fato que aparece em destaque é a crescente importância de uma mobilização também em busca da melhora na escola brasileira pelo número de artigos que tem aparecido não só na mídia como nas revistas especializadas. Um destaque que se faz aqui para o trabalho “Como está a educação no Brasil? O que fazer?” (Klein, 2006) apud Fonseca (2008), obra de referência pelo vasto conhecimento do autor sobre a realidade da educação no Brasil e também pelo detalhado tratamento quantitativo com que descreve esta realidade.

Isto posto, o objeto desta pesquisa mobilizou-me nos seguintes questionamentos:

  • O que significa educação escolar de qualidade?
  • Para que foram criados os Indicadores de Qualidade na Educação?
  • Como esta qualidade se apresenta nas diferentes realidades escolares?
  • O IDEB mede realmente a qualidade da educação nas escolas?

 

Podemos destacar que a taxa de reprovação nas escolas públicas brasileiras, por mais que a educação pública continuada vigore, ainda é alta, os baixos desempenhos em avaliações dos brasileiros, o próprio analfabetismo e a evasão escolar fazem parte da educação brasileira.

“Muitas vezes relatamos que alguns professores sentem-se despreparados e desmotivados diante das exigências dos jovens, particularmente no que ultrapassa os conteúdos específicos de suas disciplinas e ao que se refere à socialização, ao comportamento e à vida dos estudantes além da escola, relacionada à evasão escolar, devido ao desinteresse do aluno pelo conhecimento, (UNESCO, 1998).”

A qualidade educacional do ensino oferecido a crianças, jovens e adultos brasileiros constitui um desafio prioritário para o sistema educacional. Este desafio se justifica porque, no Brasil, já “atingimos escola para todos [com a universalização da educação], mas não educação para todos” (Ferreira, 2005, p.05), isto é, ainda existe nas escolas brasileiras alto índice de fracasso e evasão escolares, portanto escola para todos é diferente de educação para todos.