Abrecampense Ausente: Denivaldo Gonçalves da Silva

Eu e a minha esposa Patrícia, filha de José Raimundo conhecido como Dico, um dos pioneiros do carnaval de Abre Campo, fomos nascidos e criados em Abre Campo. Temos dois filhos, Patiele de sete e Derick com um ano de idade. Meu pai, conhecido popularmente como Deuzinho Gavião, trabalhou por vários anos num posto de gasolina. Que saudades dessa época! A minha mãe, conhecida como Eva de Lau, sempre batalhadora. Ambos me incentivaram a trabalhar e a estudar. Agradeço a Deus por isso. Comecei a trabalhar muito cedo, na roça, vendendo chup-chup e frutas no pátio da Cotochés dentre outros lugares. Estudei na Escola Estadual Dom João Bosco e concluí o ensino médio em 2003, no Colégio, hoje Escola Estadual Abre Campo. Nessas duas escolas conheci alunos, professores e diretoras que se preocupavam com o futuro dos alunos. Pessoas especiais como Celi de Zizinho Conrado e várias outras, jamais serão esquecidas.  Ingressei nas fileiras da PMMG no ano 2009, deixando a amada cidade de Abre Campo com destino à capital mineira por onde permaneci até o final de 2013. Trabalhei e deixei grandes amigos e irmãos nas cidades de Dionísio, São José do Goiabal, São Domingos do Prata, onde tive a honra, graças ao nosso Senhor Deus, de ingressar, após concurso, no Curso de Formação de Sargentos. Atualmente, após retorno da Capital, estou residindo com minha família na cidade de Sericita. Foram dez anos de  nostalgia total, contudo, ficaram as boas lembranças. Na minha infância e início da adolescência não existia tantas tecnologias, nem tantas drogas ilícitas, época em que a juventude estava mais preocupada em trabalhar ou estudar a ficar nas redes sociais. As brincadeiras eram sadias e menos maldosas. Meados dos anos 90, brincávamos na rua de pique lata e esconde, pique salva, cair no poço e outras brincadeiras tão saudáveis que, infelizmente, perderam as suas raízes. Lembro no início da minha adolescência dos torneios que disputávamos nos campinhos de terra, como o da Creche, no bairro do Rosário, o da Usina, campinho do hospital, da beira do asfalto e do Cruzeiro, esse último era até gramado. Recordo do time do Abre Campo, campeão do Campeonato do Açúcar na década de 90, foi o melhor time que vi jogar na cidade. Ah! Como era bom jogar o campeonato Municipal da cidade! Recordo dos jogadores e amigos de vários times, como do Rosário, Pereira, Sarabreu e do Teclaska que tinha como torcedora minha avó, Dona Adelina, na época 85 anos de idade e não perdia nenhum jogo. Não poderia esquecer esse momento tão especial. Lembro também do projeto Toriba, no final dos anos 90, o coordenador era o mestre Walter, vulgo Gainha, aquelas guloseimas após os treinos para recompor as energias. Portanto, através de tantas lembranças boas, concedo um forte abraço a todos os  abrecampenses, em especial aos meus familiares e amigos. Que Deus possa continuar derramando bênçãos, levando a salvação e cuidando dessa maravilhosa cidade que tanto nos orgulha. Foi um prazer escrever para o jornal da minha terra que gosto tanto, agradeço o convite e parabéns ao Jornal O AbreCampense.