Abrecampense Ausente Jussara Almeida

 

Meu nome é Jussara Almeida, filha de Geralda e Haroldo (ausente na minha vida, mas presente eternamente), mais conhecido como Haroldo Tramelinha. Criada na querida cidade de Abre Campo, onde residi até 18 anos. Morei com meus pais no bairro Rosário, onde passei uma fase muito divertida, posso dizer com propriedade que tivemos infância, pois brincávamos de queimada, rouba-bandeira, bolinhas de gude, carrinho de rolimã, futebol e adedanha. A criançada se reunia e fazia a festa na rua, com muita simplicidade e muita alegria (ah… e algumas cicatrizes de recordação também… rsrs). Não posso deixar de falar de Terezinha de Zito Pinheiro, que nos deixava brincar na casa dela com seus filhos queridos, e às vezes ela também entrava junto e a alegria era garantida. Ainda hoje, quando lembramos de cada caso, damos muitas risadas. Participávamos também da Escola de futebol de Zezinho Palitó, que tinha turma feminina, com idades diferentes e com muito empenho. Nossa turma era boa, viu! Lembro-me bem, que meu pai ficava sentado na escada da casa de Dona Melinha nos assistindo jogar, e quando chegava em casa, ainda era comentarista pós treino. Fico muito feliz de saber que Zezinho continuou com esse projeto para crianças e adolescentes, inclusive meu filho mora com minha mãe atualmente e faz parte da equipe infantil da escolinha dele. Um dos eventos mais marcantes e sempre que posso, participo, é a Semana Santa em Abre Campo, a cerimônia é muito linda e emocionante, a praça da igreja é enfeitada, o pessoal faz procissão, encenação e teatro, a tradição é preservada. Estudei na Escola Estadual Dom Bosco até a 4ª série e até finalizar o 2º grau na Escola Estadual de Abre Campo (no colégio, como dizíamos), ambas com excelentes professoras, do qual sou muito grata por terem me dado uma base forte no aprendizado. E quando tenho oportunidade de encontrá-las vem na lembrança carinho e gratidão. Um exemplo delas, é uma professora que me ensinava duas vezes, dentro e fora de sala. Quando entregava as provas, eu tirava nota máxima, ela dizia que não podia elogiar demais, se não estragava. Eu não entendia, pois queria ganhar um parabéns…rsrs… mas hoje, com maturidade, entendo perfeitamente que ela tinha razão. Frequentava a casa dela e aprendi muito. Essa pessoa é Dona Cleusa, que admiro muito e externo aqui minha gratidão. Após concluir o 2º grau, fui morar em Belo Horizonte, na casa da minha irmã Leila, seu marido (João Carlos) e seus filhos (Giulliane, Paula e Patrick), que não mediram esforços em abrir a porta da sua casa para me acolher e dar apoio (eles são meus amigos e amores). Cursei faculdade de administração de empresas e nesse período tive a honra e a felicidade de trabalhar com Dr. Hipólito e Isabella, no setor imobiliário, que só tenho a agradecer pelos ensinamentos como profissional e acolhimento como pessoa. Atualmente trabalho numa empresa do setor de combustíveis, desempenhando a atividade de assessoria. Ausentei de Abre Campo, mas nunca deixei de ir com frequência, pois meus pais continuaram morando na cidade, amigos queridos e meus familiares que amo (se fosse mencionar um a um, não caberia), e no entanto, digo que sou Abrecampense ausente, mas sempre presente de corpo, alma e coração. Tornei-me mãe de um lindo menino chamado Gustavo que há dois anos mora com minha mãe devido meu trabalho consistir em viagens. Ele simplesmente ama Abre Campo, pois tem liberdade, amigos, autonomia de ir e vir sozinho, é uma criança muito amorosa e inteligente, é minha motivação de ser feliz todos os dias. A vida é cíclica e a gente readapta quantas vezes forem necessárias. Tenho muito orgulho da minha origem humilde, das minhas raízes, da minha família, pois esse é o combustível da minha vida, que me motiva a ser uma pessoa melhor a cada dia. Descobri que a felicidade está presente nas coisas mais simples dessa vida. Agradeço muito a Deus, pois sou mais que vencedora. Fico muito feliz de ver a nossa querida Abre Campo cada dia mais linda e evoluída. Obrigada Mikio e a toda equipe do “Jornal O Abrecampense” por esse quadro de poder escrever e conhecer um pouquinho da história de cada abre-campense ausente.