Abrecampense Ausente Vivian Soares de Souza

Nascida e criada nessa querida cidade, filha de Custódio de Souza Chaves e Cléria Soares de Souza, meu exemplo de vida, a quem devo tudo que sou. Falar sobre a minha cidade me causa orgulho, satisfação e saudade, um mix de sensações, pois foi em Abre Campo que vivi uma infância simples e cercada de muitos valores, que são base para a mulher que sou hoje. Estudei na escola Dr. José Grossi, onde tive ótimas professoras e onde fiz amigos que trago em minha vida até hoje, em seguida foi a vez de estudar no Colégio, onde a minha mãe trabalhou por muitos anos, tempos da adolescência, das descobertas, tempo em que tudo é muito intenso. O tempo passou e me formei em Magistério. Em seguida fui morar em Belo Horizonte para trabalhar na Drogaria junto ao meu irmão. Mas a saudade dessa cidade falou mais alto e eu aproveitei a oportunidade para trabalhar na APAE-Abre Campo para poder voltar. Passei esse período com a minha família e amigos até que em 2008, Deus colocou em minha vida o meu marido Clemilson. Foi aí que tive que tomar a decisão mais difícil e assertiva da minha vida, ter que largar tudo para trás e mergulhar em um mundo totalmente novo e diferente de tudo que já tinha vivido, pois a nossa vida é um pouco diferente, vivemos mudando devido ao trabalho em projetos e operações de empresas multinacionais. São tantos lugares! Já morei em Jundiaí-SP, Eunápolis-BA, Conceição do Mato Dentro-MG, Vitória-ES, São Luís-MA, atualmente moro na Floresta Nacional de Carajás-PA, onde vivo uma experiência incrível de morar em um condomínio dentro de uma floresta. Apesar de tantas mudanças consegui me formar em Serviço Social, mas atualmente me dedico exclusivamente à criação do meu filho, pois morar longe da família e em uma área isolada exige algumas escolhas. Posso morar longe, fazer novos amigos, mas carrego comigo todas as experiências que vivi em Abre Campo, todos os amigos que tenho aí e as recordações que nunca se apagam: A visita na casa das amigas, o sentar na porta para conversar, ir à missa todos os domingos e depois sentar na praça, sair para dar uma volta e demorar porque encontrou com um ou com outro e parou para conversar, aguardar a chegada de um feriado prolongado ou data especial para se reunir com os parentes que moram fora da cidade, esperar o mês de junho para aproveitar as festas juninas e as outras festas da região… Nossa quanta lembrança! Agora não espero mais essas datas, e sim os meses em que retorno para Abre Campo, quando revejo a minha família, meus amigos, minha cidade, onde recarrego minhas energias e recordo tudo que eu vivi. Ah minha cidade querida, posso estar longe, mas é para aí que eu sempre volto. Agradeço o convite e a oportunidade de compartilhar um pouco da minha vivência. Um abraço carinhoso à minha família, amigos, a todos os abrecampenses. Saudade de todos.