Meu nome é Gabriel Arcanjo da Costa, conhecido como Zinho, filho de Francisco José da Costa (Chiquito) e Regina de Almeida Costa (Genica). Éramos 14 irmãos, dois faleceram ainda crianças, Maria das Graças e José Vítor, e os demais Tita, Zilota, Sélix Lalá, Dôra, Chico, Aparecida, Maria, Dadá, Joaninha e Terezinha. Sou divorciado e tenho três filhos. Nasci no Córrego do Romeiro e mudamos para cidade quando já tinha um ano, lembro que era uma casa na praça da igreja católica. Depois mudamos para uma casa de pau a pique (onde Leda e Maurício moram hoje). Foi dali que Tita saiu para batizar. Lembro que eu tinha três anos e que chorei e gritei muito no dia, pois achei que estavam levando minha irmãzinha embora. Então mudamos para a rua da “Lavra”, perto do Senhor Adezílio. Uma casa de seis cômodos, toda de assoalho, cozinha pequena, fogão de lenha donde caía tição e queimava o chão da cozinha, quando papai me elogiava, pois eu cerrava um pedaço de madeira e arrumava o assoalho queimado pelo tição. No dia 10 de setembro de 1966, peguei meu certificado de reservista, fui para Belo Horizonte e lá estou até hoje. Porém, só no dia 8 de janeiro de 1968 consegui meu primeiro emprego com carteira assinada na Companhia Telefônica do Estado de Minas Gerais. Em 1977, ouvi um anúncio no jornal da Itatiaia com vagas de emprego com experiência em cabista, eram 140 vagas, porém era para trabalhar na Nigéria, então só eu fiz a inscrição em Belo Horizonte. Veio um representante da empresa para selecionar 140 pessoas e lá estava somente eu rsrs. Assim fui para África. Em 2012, já de volta ao Brasil, tive uma decepção amorosa e senti o coração de verdade, tive um problema cardíaco. Quando fiz alguns exames, descobri também câncer de próstata. Não havia feito o exame do toque, deixei para lá. O câncer já estava bem avançado, fui orientado pelos médicos operar com urgência, e que seriam necessárias duas ou três cirurgias. Quando eu já estava com o risco cirúrgico pronto, liguei a televisão na Canção Nova, “graças a Deus”, pois sou um católico de fé, e ouvi Padre Roger falando sobre curas, então num determinado momento ele disse algumas coisas que senti ser para mim. Ele falava enquanto eu estava todo arrepiado, fiquei muito emocionado e senti que estava sendo curado. Não foi mais necessário a cirurgia.