Diz a História – Maria de Adão

E com imenso prazer que venho falar de minha avó paterna Maria Martins de Almeida, ou simplesmente Maria de Adão. Tive a honra de ter duas avós Marias,sobre a avó  materna “Maria de Nitim do Sete”, falarei em outra oportunidade. Então vamos lá, Maria de Adão foi uma mulher a frente do seu tempo, mãe de 05 filhos, sendo 04 de sangue e 01 de coração, ela sempre se mostrou guerreira e determinada. Quem a conheceu lembra muito bem que as verduras fresquinhas que chegavam a cidade toda manhã eram tragas por Maria de Adão, as senhoritas da zona rural compravam seus enxovais com Maria de Adão, o frango abatido na hora ou vivo para o abate vinha da roça da Maria de Adão, os bordados, crochês, tricor, frutas, goiabadas, geleia e tudo que abastecia a cidade era derivado da fazenda da Maria de Adão e claro com o apoio incondicional do companheiro Senhor Adão. Quem não lembra da charrete descendo a Rua da Lavra e indo até o Posto do Senhor Geraldo Padirim, com parada obrigatória na casa dos filhos e de tantos fregueses, e por ultimo sua Belina dirigida com fervor pela Senhora Maria. Maria de Adão, já cansada de andar de charrete, decidiu com quase 50 anos tirar carteira de motorista e o fez, sendo que sempre teve uma Belina para transportar suas mercadorias. E o que ficou mais marcante e que deixa uma saudade danada são as pipocas vendidas em seu carrinho azul, na Praça da Igreja em toda Semana Santa, debaixo da Arvore em frente a Casa Aparecida. Quis  nosso Deus, que  Maria de Adão viesse a falecer em um domingo, dia que fazia questão de reunir a família para o almoço, e coincidentemente um dia dos pais e a ser sepultada no dia 15 de agosto de 1994, dia da Assunção de Nossa Senhora, no horário das 15 horas, hora da divina misericórdia. Maria de Adão quanto exemplo e quantas saudades!!!!