PERGUNTAS DOS TORCEDORES
TORCIDA CELESTE CERVEZEIROS ABRE CAMPO: Aproveitamos a oportunidade para sugerir algum tipo de programa para que os torcedores das cidades interioranas (caravanas) possam ir aos jogos do Cruzeiro com mais frequência. Perguntamos: como o Cruzeiro pretende se reestruturar financeiramente depois do rombo que as últimas administrações fizeram no Clube? Há algum plano em foco?
Agradeço a sugestão e podem ter certeza de que está na nossa pauta uma atenção especial aos redutos e à torcida nos municípios, e também encontrar maneiras de trazer este torcedor do interior para mais perto do Cruzeiro.
Nosso objetivo neste momento é trazer as soluções que a gente acha que são necessárias para construir um novo Cruzeiro. Acredito que as ações que fizemos desde o dia 1° de junho, com gestão e inovação, já demonstram que o Cruzeiro envereda para o caminho certo, de austeridade e profissionalismo, projetando ser uma verdadeira organização no futuro.
Hoje transformamos setores como marketing, comercial, comunicação, inovação e digital em um superdepartamento, que é o motor da grande organização que a gente quer, que é muito maior que um clube de futebol. Este é o trabalho que estamos fazendo na parte administrativa, de dar suporte e buscar os recursos necessários para que o Cruzeiro esteja bem dentro de campo e a gente consiga o nosso grande objetivo, que é o retorno à Série A.
LUANA ALMEIDA: E a categoria de base? Quais seus planos em relação aos “meninos”?
O trabalho com a base é importantíssimo, é uma área que nós dedicaremos muita atenção, pois eles representam o futuro do Cruzeiro. Nós trouxemos um novo diretor para a base, Gustavo Ferreira, e temos a honra de ter um ídolo para ajudar neste novo Cruzeiro, Dirceu Lopes, que será o coordenador da base e vai ajudar na integração das nossas jovens equipes. Isso é fundamental naquilo que queremos fazer, que vai muito além de ensinar a jogar futebol, e todo processo de construção precisa de ídolos.
João Otavio Miranda Amorim: O que você pensa em relação à mudança no estatuto para que os sócios torcedores possam participar mais das decisões do Clube, como por exemplo, na própria eleição para presidente?
Cada clube tem sua peculiaridade e temos que analisar caso a caso. Somos a favor de estudo e uma discussão para a busca de um melhor modelo. É preciso que se crie regras de transição, prazo mínimo, entre outras variáveis.
Somos favoráveis à democratização, mas não se pode fazer as coisas rapidamente e sem embasamento somente para atender parte da torcida. Precisamos analisar os clubes que praticam isso para buscar nosso modelo e colocá-lo em prática. E isso só valeria para daqui a três anos e envolve votação também do Conselho Deliberativo.
EBERT FELIPE: Por que o Senhor decidiu tomar posse no Cruzeiro em meio a maior crise já vivida nesse Clube?
Há 14 anos eu virei conselheiro do Cruzeiro e eu lembro do dia em que entreguei a ficha. Falei com o Edinho Potsch, meu grande amigo e hoje vice-presidente administrativo, que um dia eu iria ser presidente do Cruzeiro. Tenho uma missão difícil, mas a aceito com muita honra e orgulho. O Cruzeiro é gigante e com certeza é muito maior que os seus problemas. Em alguns anos teremos atravessado esta fase e o objetivo para o novo Cruzeiro é isso: um clube profissional, uma verdadeira organização, com credibilidade, perenidade e sustentabilidade.
PERGUNTAS DO JORNAL O ABRECAMPENSE
JORNAL O ABRECAMPENSE: Conselheiro nato da Raposa há dez anos; trabalhou de forma voluntária na sede administrativa e nas Tocas da Raposa I e II por mais de nove anos; dentre outras diversas experiências dentro do Cruzeiro; agora vai conduzir o Clube até dezembro de 2020, em um ano tumultuado e marcado pela pior crise da história do Clube. Em apenas alguns meses, é possível virar este jogo, Presidente? E 2021? Será o presidente novamente?
Eu me preparei para ser presidente do Cruzeiro. Já estive por nove anos no clube, sempre de forma voluntária, e fiz vários cursos também, alguns internacionais e também na CBF. Então isso me permitiu conhecer a estrutura de funcionamento do clube e com isso estruturar bem o nosso projeto de gestão.
Todos sabem que 2020 é um ano difícil para o Cruzeiro. Nós entramos cientes da nossa responsabilidade. Mas eu gosto de reforçar: o Cruzeiro é muito maior do que os seus problemas. E o planejamento que fizemos é para 3 anos e meio, com foco na retomada da credibilidade, gestão e inovação. Diante de tudo o que estamos fazendo, a expectativa é continuar em outubro.
Meu maior desejo hoje é ver o Cruzeiro de volta à Série A, e a médio prazo ver o clube saneado, com uma gestão totalmente diferenciada do que vemos hoje no futebol brasileiro. Então a resposta é sim, é possível virar esse jogo e vamos conseguir.
Estamos atuando em várias frentes para tentar gerar receita para o Cruzeiro, com uma gestão apaixonadamente profissional, como costumamos dizer. Já conseguimos patrocinadores e apoiadores, empresas que acreditam no que estamos fazendo e sabem que vamos honrar com os nossos compromissos. E apostamos na inovação e nas possibilidades que o Digital oferece, tanto neste momento de pandemia quanto nas ações que vão nortear o futuro do Cruzeiro, que é muito mais do que um clube de futebol.
JORNAL O ABRECAMPENSE: Com devido respeito, para nós abrecampenses, “Serginho”. Mudou-se com a família para Belo Horizonte com meses de vida, porém nunca deixou de expressar seu carinho por Abre Campo. Como é sua relação pessoal com nossa cidade? Parabéns pela presidência, sucesso nesta difícil missão e muito obrigado pela entrevista!
Na cidade, eu sou o Serginho mesmo! Eu levo Abre Campo no meu coração e não me esqueço das minhas raízes. É a terra natal da minha família paterna, a família Rodrigues. Mas tenho mais famílias, como a Madeira do meu padrinho Geraldo. Passei minha infância na cidade, brincando na pracinha, andando de bicicleta, na casa da minha avó Cota, mãe do meu pai Joaquim Herculano Rodrigues, um cruzeirense apaixonado, ou nas casas de minhas tias Ana Alice, Elisinha e Aninha. Tive a honra de ser comunicado que ganharei o título de Cidadão de Abre Campo, o que me dá muito orgulho e em breve estarei com vocês.