As vezes viajando na internet sem muita pretensão nos deparamos com textos que nos fazem enxergar muita coisa, nos mostra até o que já sabíamos e não conseguíamos explicar em palavras. Li num texto que “a impunidade leva a irresponsabilidade”, tragédias são anunciadas e acontecem.
Uma barragem que se rompe causando danos de toda sorte e já era sabida há décadas que ocorreria. Um sinalizador que destruiu quase 300 vidas, e já havia sido utilizado na boite várias vezes anteriormente. Uma encosta que apesar da iminente e alertada avalanche também leva muitas vidas, só para infelizmente relembrar alguns.
Sempre na esperança de não ser aquele dia que iria acontecer, e aconteceu. “A meus Deus! Eu não queria que tivesse acontecido.” Ninguém queria, ninguém quer passar pelas consequências, mas todos contribuem de alguma forma, inclusive sendo omisso.
As catástrofes naturais têm sido cada vez mais intensas, com menor intervalo entre elas, e consequências também gradativas, mas a ciência já alertava há décadas, talvez séculos, filósofos antigos, estudiosos de toda sorte, curandeiros, religiosos e até o mundo espiritual alertava para os mesmos sinais e consequências.
Não, preferimos não dar ouvido, a necessidade de domínio, de crescimento material nos cegou, o ser humano atingiu um grau de evolução extremamente perigoso, temos um domínio ilusório do nosso mundo, somos totalmente dependentes do que nós pensávamos que teríamos o controle.
Estamos no momento de transição que tanto adiamos aceitar, as modificações já foram iniciadas, “o incauto coração humano amiúde se esquece de que Deus é Onipotente, Onisciente e Onipresente e de que, portanto, inexoravelmente, há sempre uma finalidade educativa, curativa e benevolente em tudo que Ele permite acontecer” (Benjamin Teixeira de Aguiar).
A humanidade terrena deve urgentemente unir-se em grande família planetária sob pena de vermos desastres de natureza variadas e progressivas pelo tempo que perdurar nossa teimosia em não enxergar o próximo.
Quando é dito tragédias são anunciadas nos clareia o futuro, até nos momentos derradeiros temos chance de modificações. A continuar assim ouviremos de nossos netos: “Se vocês sabiam disto tudo porque deixaram acontecer?”
Só temos duas saídas, mudarmos nossa forma de enxergar o mundo, ou aceitarmos de braços cruzados as tragédias anunciadas acontecerem. E você, o que espera do nosso Mundo?
Geraldo Magela Moreira
Médico Veterinário
Prof. de biologia e química