O Abre-Campense: O senhor já ocupou importantes cargos públicos. O que, ao longo dessa trajetória, considera que o credencia para disputar uma vaga no Senado?
Marcelo Aro: Comecei cedo, aos 25 anos, como vereador em Belo Horizonte, resolvendo demandas que pareciam não ter solução. Depois vieram dois mandatos de deputado federal, a Casa Civil e a Secretaria de Governo. Passei pela Câmara Municipal, pela Câmara Federal e pelo Executivo. Ou seja, eu sei como o dinheiro entra e sei por que ele custa a chegar na ponta. Conheço a máquina por dentro e conheço a mãe que está pedindo socorro do outro lado. O que me credencia para o Senado é essa travessia.
Entre as nossas conquistas está o Teste do Pezinho Ampliado, que hoje rastreia 64 doenças e é o maior do Brasil. Já vi a burocracia travar o tratamento de uma criança e corri atrás para destravar. Vou para o Senado sabendo onde o nó aperta e disposto a desatar.

O Abre-Campense: Mesmo sendo candidato ao Senado, como o senhor pretende contribuir para que municípios como Abre Campo continuem recebendo investimentos e apoio do Governo de Minas e do Governo Federal?
Marcelo Aro: Sou um político municipalista e que dialoga com todo mundo. Vou brigar para o repasse da União chegar no prazo e sem tanta amarra, defender uma divisão mais justa do bolo tributário com quem executa o serviço na ponta e vigiar a transição da Reforma Tributária, para que nenhuma cidade mineira perca receita no meio do caminho. O prefeito e a população de Abre Campo podem contar comigo.
Quando a Santa Casa da cidade foi equipada, alguém precisou correr atrás em Belo Horizonte para o recurso sair do papel. Foi assim também com o ônibus escolar para atender a zona rural e com tantas outras entregas. No Senado não vai ser diferente.
O Abre-Campense: Caso seja eleito senador, quais serão as principais prioridades do seu mandato para Minas Gerais?
Marcelo Aro: Penso na mãe que largou o emprego porque não achou vaga na creche para o filho pequeno. Nos familiares angustiados porque o pai, a mãe, não tem uma hemodiálise perto de casa e viaja horas para conseguir fazer tratamento. Vou continuar trabalhando por essas pessoas, para resolver os problemas reais delas. Como? Tirando dinheiro de Brasília e trazendo para os municípios, onde a vida acontece. Se tiver o privilégio de alcançar uma cadeira, serei um Senador municipalista.
Penso também nas famílias atípicas que não sabem a quem recorrer. Nós levamos salas multissensoriais para dezenas de cidades e conquistamos mais de R$ 45 milhões para as nossas APAEs. Funcionou aqui em Minas. A gente se tornou referência. Agora eu quero fazer esse cuidado chegar para as pessoas com deficiência e com doenças raras de todo o Brasil.
E tem outra coisa: o Judiciário passou do ponto. Um ministro sozinho derruba o que o Congresso inteiro votou, e o cidadão assiste a isso sem entender por que ninguém presta conta de nada. Não se trata aqui de ideologia. Pergunte a qualquer brasileiro se acha certo parente de ministro faturar milhões e milhões em escritório que advoga no mesmo tribunal onde ele julga. Ninguém acha. Vou trabalhar para colocar um freio nos abusos do Judiciário.
O Abre-Campense: Que mensagem o senhor deixa aos eleitores de Abre Campo que ainda estão conhecendo suas propostas para o Senado?
Marcelo Aro: Sou mineiro, filho de Deus, pai de seis crianças e marido da Tininha. Minha filha mais velha, a Mariazinha, nasceu com uma doença rara. Por causa dela, comecei a conviver com mães que batiam em tudo quanto é porta e voltavam pra casa sem resposta. Entrei na política para ajudá-las e continuo aqui pelo mesmo motivo.
Ao eleitor de Abre Campo que está me conhecendo agora, eu só peço uma coisa: confira o que eu já fiz antes de decidir. Se eu chegar ao Senado, meu compromisso é fazer o recurso chegar em Abre Campo sem o prefeito precisar ir a Brasília de pires na mão. Quero ser útil para o povo daí e deixar rastro.
